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	<title>Arquivo de Atualidade - My Doenças Raras</title>
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	<description>Fique por dentro do universo das doenças raras: notícias atualizadas, avanços científicos, políticas públicas e histórias de superação em um só lugar.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 07 Jul 2026 10:07:26 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Atualidade - My Doenças Raras</title>
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		<title>Paramiloidose: 90% dos doentes sem apoio domiciliário, revela estudo</title>
		<link>https://mydoencasraras.pt/atualidade/paramiloidose-90-dos-doentes-sem-apoio-domiciliario-revela-estudo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 10:07:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa revela que 89,3% das pessoas com paramiloidose, conhecida como “doença dos pezinhos”, não recebem qualquer apoio domiciliário do sistema de saúde, nomeadamente cuidados de Enfermagem, Fisioterapia ou apoio social. O estudo LANTERN mostra igualmente que apenas 1,8% dos doentes têm sempre apoio [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa revela que 89,3% das pessoas com paramiloidose, conhecida como “doença dos pezinhos”, não recebem qualquer apoio domiciliário do sistema de saúde, nomeadamente cuidados de Enfermagem, Fisioterapia ou apoio social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo LANTERN mostra igualmente que apenas 1,8% dos doentes têm sempre apoio dos serviços de saúde. Além disso, 67,6% referem não receber apoio regular de cuidadores informais, como familiares, amigos ou vizinhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados evidenciam também um impacto expressivo na saúde mental e funcionalidade. Mais de metade dos participantes (54,8%) reportam sentir-se ansiosos ou deprimidos, enquanto 58,8% indicam dificuldades na realização das atividades habituais, incluindo trabalho, estudo, tarefas domésticas e participação na vida familiar e social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os investigadores, existe margem para reforçar as redes de apoio formal e informal, através da integração de cuidados multidisciplinares e de suporte às atividades da vida diária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo conclui ainda que fatores como maior escolaridade e rendimento estão associados a melhores indicadores de qualidade de vida e saúde percecionada, sublinhando a importância de políticas que promovam a equidade no acesso aos cuidados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portugal é o país com maior prevalência mundial de paramiloidose, estimando-se que existam mais de duas mil pessoas com teste genético positivo para a doença. A patologia é hereditária, progressiva e incapacitante, podendo afetar os nervos periféricos, o coração e o trato gastrointestinal.</p>
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		<title>Universidade de Coimbra integra projeto europeu focado em doenças raras do neurodesenvolvimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 09:27:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um consórcio europeu recebeu mais de um milhão de euros de financiamento da European Rare Diseases Research Alliance (ERDERA) para desenvolver o projeto HypoGluTx, dedicado ao estudo de potenciais abordagens terapêuticas para doenças raras do neurodesenvolvimento. Entre as instituições que o integram pontua a Universidade de Coimbra, através do Centro de Inovação em Biomedicina e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um consórcio europeu recebeu mais de um milhão de euros de financiamento da European Rare Diseases Research Alliance (ERDERA) para desenvolver o projeto HypoGluTx, dedicado ao estudo de potenciais abordagens terapêuticas para doenças raras do neurodesenvolvimento. Entre as instituições que o integram pontua a Universidade de Coimbra, através do Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia e do Centro de Neurociências e Biologia Celular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Selecionado entre 161 candidaturas na primeira convocatória transnacional da ERDERA, o projeto pretende investigar mecanismos biológicos comuns a várias patologias associadas a mutações nos genes GRIN2B, SHANK3, STXBP1 e CACNG2. Estas alterações genéticas afetam a função das sinapses glutamatérgicas e estão associadas a manifestações clínicas como epilepsia, perturbações do espetro do autismo e deficiência intelectual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estratégia passa por avaliar, em fase pré-clínica, o potencial de fármacos e nutracêuticos já existentes para restaurar a função sináptica. Para tal, serão utilizados modelos celulares derivados de doentes, modelos animais geneticamente modificados, biomarcadores e plataformas de rastreio farmacológico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O consórcio integra também instituições de Espanha, Países Baixos e França, além de associações europeias de doentes, e é liderado pelo investigador Xavier Altafaj, do Instituto de Investigaciones Biomédicas August Pi i Sunyer (IDIBAPS) e do Instituto de Neurociências da Universidade de Barcelona.</p>
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		<item>
		<title>ULS Alto Alentejo lança Núcleo das Doenças Raras</title>
		<link>https://mydoencasraras.pt/atualidade/uls-alto-alentejo-lanca-nucleo-das-doencas-raras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 09:05:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo apresentou o seu novo Núcleo das Doenças Raras, uma estrutura que pretende reforçar a resposta assistencial às pessoas que vivem com estas patologias, através de uma abordagem integrada, multidisciplinar e centrada na pessoa. Idealizado pela diretora clínica para os cuidados de saúde hospitalares da ULS Alto [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo apresentou o seu novo Núcleo das Doenças Raras, uma estrutura que pretende reforçar a resposta assistencial às pessoas que vivem com estas patologias, através de uma abordagem integrada, multidisciplinar e centrada na pessoa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Idealizado pela diretora clínica para os cuidados de saúde hospitalares da ULS Alto Alentejo, Vera Escoto, o núcleo resulta do trabalho de uma equipa multidisciplinar que identificou a necessidade de melhorar o percurso assistencial das pessoas com doença rara na região. O objetivo passa por promover o diagnóstico precoce, reforçar a coordenação entre níveis de cuidados e garantir maior proximidade e acessibilidade aos doentes e suas famílias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova estrutura integra profissionais de Medicina Hospitalar, Medicina Geral e Familiar, Enfermagem, Psicologia, Serviço Social, Fisioterapia e outras áreas, contando também com a participação de representantes das famílias. O modelo assenta na articulação entre cuidados de saúde primários, hospitalares e centros de referência, assegurando acompanhamento contínuo e integrado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A apresentação decorreu no Hospital Doutor José Maria Grande, em Portalegre, reunindo profissionais de saúde, representantes institucionais e membros da comunidade. Na sessão de abertura participaram o presidente do conselho de administração da ULS Alto Alentejo, Miguel Lopes, a presidente da Câmara Municipal de Portalegre, Fermelinda Carvalho, o presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, Joaquim Diogo, e a coordenadora do grupo de trabalho para as doenças raras, Maria do Céu Machado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sessão incluiu ainda o testemunho de pais envolvidos na génese do projeto, evidenciando a importância da participação dos doentes e cuidadores na construção de respostas mais ajustadas às necessidades reais. Segundo a ULS Alto Alentejo, o núcleo pretende afirmar-se como um espaço agregador de competências e recursos, promovendo a cooperação entre saúde, educação e setor social em benefício das pessoas com doença rara.</p>
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		<item>
		<title>CUIDARaro reforça apoio psicológico a cuidadores de pessoas com doenças raras</title>
		<link>https://mydoencasraras.pt/atualidade/cuidararo-reforca-apoio-psicologico-a-cuidadores-de-pessoas-com-doencas-raras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 07:46:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O projeto CUIDARaro, promovido pela RD-Portugal, passou a disponibilizar acompanhamento psicológico especializado aos cuidadores informais de pessoas com doenças raras, reforçando a resposta já assegurada através das 20 horas mensais de descanso proporcionadas por cuidadores de substituição. A medida surge na sequência de um estudo desenvolvido pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O projeto CUIDARaro, promovido pela RD-Portugal, passou a disponibilizar acompanhamento psicológico especializado aos cuidadores informais de pessoas com doenças raras, reforçando a resposta já assegurada através das 20 horas mensais de descanso proporcionadas por cuidadores de substituição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A medida surge na sequência de um estudo desenvolvido pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa em colaboração com a RD-Portugal, que revelou que 72% destes cuidadores apresentam sintomas de ansiedade ou depressão. Os resultados evidenciaram ainda elevados níveis de sobrecarga física e emocional e mostraram que 69% dos inquiridos gostariam de ter alguém que os substituísse temporariamente para descansar ou cuidar da própria saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ativo desde dezembro, o apoio psicológico acompanha atualmente 15 famílias através de sessões individuais e encontros de grupo conduzidos por uma psicóloga integrada no projeto. Segundo a psicóloga Vera Almeida, muitas das famílias chegam à intervenção em situação de grande fragilidade emocional, marcada por isolamento social e exaustão associada ao cuidado continuado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do acompanhamento individual, o CUIDARaro promove sessões quinzenais dedicadas ao autocuidado, gestão da ansiedade, saúde mental e adaptação à incerteza inerente à doença rara. O modelo distingue-se pela flexibilidade de horários e pela continuidade do apoio, incluindo em situações de luto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Criado pela RD-Portugal, o CUIDARaro visa reduzir a sobrecarga dos cuidadores informais, contribuindo para a sua qualidade de vida e bem-estar psicológico, numa área frequentemente identificada como insuficientemente apoiada pelos sistemas de saúde e proteção social.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Estudo alerta para progressão silenciosa da fibrose cística na infância</title>
		<link>https://mydoencasraras.pt/atualidade/estudo-alerta-para-progressao-silenciosa-da-fibrose-cistica-na-infancia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 10:28:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo da Unidade de Pneumologia Pediátrica do Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (ICrHCFM-FMUSP), publicado na revista Respiratory Research &#38; Clinical Practice, indica que mais de 90% das crianças com fibrose cística já apresentam alterações estruturais nos pulmões antes dos três [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo da Unidade de Pneumologia Pediátrica do Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (ICrHCFM-FMUSP), publicado na revista <em>Respiratory Research &amp; Clinical Practice</em>, indica que mais de 90% das crianças com fibrose cística já apresentam alterações estruturais nos pulmões antes dos três anos de idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados reforçam a necessidade de diagnóstico precoce e de acesso atempado a terapêuticas capazes de travar a progressão silenciosa da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O chefe da Unidade de Pneumologia Pediátrica do ICrHCFM-FMUSP, Luiz Vicente Ribeiro Ferreira da Silva Filho, explica que a fibrose cística é uma doença genética caracterizada por secreções mais espessas, com impacto no sistema respiratório, digestivo e reprodutor. Apesar de identificada através do teste do pezinho, pode evoluir de forma progressiva mesmo sob vigilância clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista sublinha o papel dos moduladores da proteína CFTR, fármacos que atuam diretamente no defeito molecular da doença e que podem retardar o desenvolvimento de lesões pulmonares quando iniciados precocemente. A utilização atempada destes medicamentos associa-se ainda a melhor função pancreática e menor carga de cuidados diários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A principal barreira continua a ser o elevado custo destas terapêuticas, o que limita o acesso no sistema público. O investigador defende estratégias que permitam reduzir o preço e ampliar a disponibilização, considerando o potencial impacto na qualidade de vida e na evolução clínica das crianças.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Doenças raras: burocracia continua a travar acesso à inovação terapêutica</title>
		<link>https://mydoencasraras.pt/atualidade/doencas-raras-burocracia-continua-a-travar-acesso-a-inovacao-terapeutica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 10:23:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O acesso das pessoas com doenças raras a terapêuticas inovadoras continua condicionado por atrasos regulatórios, burocracia e falhas estruturais no sistema de saúde. O alerta surge no relatório apresentado no 4.º Encontro do Conselho Científico da RD-Portugal, que identifica um “vale da morte” entre a evolução da biotecnologia e os mecanismos de aprovação e financiamento [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O acesso das pessoas com doenças raras a terapêuticas inovadoras continua condicionado por atrasos regulatórios, burocracia e falhas estruturais no sistema de saúde. O alerta surge no relatório apresentado no 4.º Encontro do Conselho Científico da RD-Portugal, que identifica um “vale da morte” entre a evolução da biotecnologia e os mecanismos de aprovação e financiamento em Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os especialistas, os atuais modelos de avaliação continuam assentes em métricas tradicionais, desenhadas para grandes populações, o que dificulta a validação de terapias destinadas a doenças raras. Em muitos destes casos, o benefício clínico não passa pela melhoria imediata do estado do doente, mas antes pela estabilização da doença ou pela prevenção da sua progressão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório destaca ainda que os ensaios clínicos representam, frequentemente, a única via de acesso precoce à inovação. Contudo, Portugal continua a registar um número reduzido destes estudos. Entre os principais entraves estão as deslocações exigidas aos doentes, o impacto nas rotinas familiares e profissionais, a excessiva burocracia associada aos consentimentos informados e a reduzida divulgação do Portal Nacional de Ensaios Clínicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os especialistas alertam também para atrasos entre a autorização europeia dos medicamentos e a decisão nacional de financiamento, situação particularmente crítica nas terapias génicas e medicamentos órfãos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as propostas apresentadas está a criação de um HUB Nacional de Dados, capaz de garantir alertas clínicos em tempo real e acesso rápido ao histórico dos doentes. O documento refere mesmo situações graves em contexto de urgência, nas quais informação clínica essencial não foi consultada, apesar da existência do Cartão da Pessoa com Doença Rara.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório completo está disponível <a href="https://rdportugal.pt/pt/noticias/rdportugal/4o-conselho-cientifico-da-rd-portugal-destaca-caminhos-para-acelerar-o-acesso-a-inovacao-terapeutica" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a> para consulta.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Sistemas diferentes, barreiras semelhantes: o retrato da neurofibromatose em Portugal e no Brasil</title>
		<link>https://mydoencasraras.pt/atualidade/sistemas-diferentes-barreiras-semelhantes-o-retrato-da-neurofibromatose-em-portugal-e-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 11:48:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O estudo intitulado “From diagnosis to daily life: A comparative pilot study on healthcare access and challenges for neurofibromatosis type 1 in public systems of Brazil and Portugal” indica que, apesar das diferenças estruturais e geográficas, os doentes enfrentam obstáculos semelhantes no acesso a cuidados especializados, sobretudo ao nível da literacia em saúde e dos [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mydoencasraras.pt/atualidade/sistemas-diferentes-barreiras-semelhantes-o-retrato-da-neurofibromatose-em-portugal-e-no-brasil/">Sistemas diferentes, barreiras semelhantes: o retrato da neurofibromatose em Portugal e no Brasil</a> aparece primeiro em <a href="https://mydoencasraras.pt">My Doenças Raras</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O estudo intitulado “From diagnosis to daily life: A comparative pilot study on healthcare access and challenges for neurofibromatosis type 1 in public systems of Brazil and Portugal” indica que, apesar das diferenças estruturais e geográficas, os doentes enfrentam obstáculos semelhantes no acesso a cuidados especializados, sobretudo ao nível da literacia em saúde e dos tempos de espera por consultas de especialidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho analisou as experiências de 18 doentes, 13 acompanhados no hospital da Unicamp e cinco no centro académico de Coimbra, procurando compreender como os sistemas públicos, o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Serviço Nacional de Saúde (SNS), respondem às necessidades destes doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados indicam que a idade média do diagnóstico foi semelhante nos dois contextos (cerca de 8 anos). No entanto, o tempo até à primeira consulta com um geneticista apresentou diferenças relevantes uma vez que no Brasil, a primeira avaliação ocorreu, em média, por volta dos 9 anos, em Portugal, essa referência surgiu apenas por volta dos 15,5 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os doentes brasileiros tiveram contacto, em média, com mais profissionais de saúde (cerca de 4,5) do que os portugueses (aproximadamente 3,8), refletindo variações no percurso assistencial e na organização dos cuidados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ambos os grupos identificaram dificuldades persistentes no acesso a especialistas e na articulação entre níveis de cuidados, demonstrando que os desafios das doenças raras não dependem exclusivamente do contexto económico ou do modelo de sistema de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um eixo central do estudo prende-se com a falta de formação de outros profissionais de saúde para identificar os sinais desta patologia, além da reduzida informação clínica passada aos doentes e famílias. A investigação sugere que o acesso mais tardio a especialistas pode influenciar o entendimento da doença, o acompanhamento e a tomada de decisão informada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Portugal, apesar da robustez do sistema público, foram identificadas necessidades de reforço na formação sobre neurofibromatose tipo 1 e na agilização do encaminhamento para genética médica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo aponta para a necessidade de otimizar os circuitos de referenciação para centros especializados em ambos os países. Investir na capacitação dos profissionais e melhorar a comunicação com os doentes são medidas fundamentais para que o diagnóstico represente o início de um acompanhamento estruturado e eficiente, e não um percurso prolongado de incerteza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao <em>papper </em>completo <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1807593226000165">aqui</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mydoencasraras.pt/atualidade/sistemas-diferentes-barreiras-semelhantes-o-retrato-da-neurofibromatose-em-portugal-e-no-brasil/">Sistemas diferentes, barreiras semelhantes: o retrato da neurofibromatose em Portugal e no Brasil</a> aparece primeiro em <a href="https://mydoencasraras.pt">My Doenças Raras</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Angioedema hereditário afeta cerca de 400 portugueses</title>
		<link>https://mydoencasraras.pt/atualidade/angioedema-hereditario-afeta-cerca-de-400-portugueses/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 11:31:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O angioedema hereditário (AEH) afeta entre 300 e 400 portugueses, embora possam existir mais casos por diagnosticar, explica o imunoalergologista da ULS de Coimbra e vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica, Frederico Regateiro. Esta doença genética rara manifesta-se através de episódios recorrentes e imprevisíveis de angioedema em várias partes do corpo, como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O angioedema hereditário (AEH) afeta entre 300 e 400 portugueses, embora possam existir mais casos por diagnosticar, explica o imunoalergologista da ULS de Coimbra e vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica, <strong>Frederico Regateiro</strong>. Esta doença genética rara manifesta-se através de episódios recorrentes e imprevisíveis de angioedema em várias partes do corpo, como face, mãos, pés ou abdómen, podendo tornar-se potencialmente fatal quando atinge a laringe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O Angioedema Hereditário é uma doença genética rara e potencialmente grave em que ocorrem episódios recorrentes de ‘inchaços’ em várias partes do corpo”, afirma o especialista, destacando as crises de dor abdominal intensa e o risco de compromisso respiratório nos casos de edema laríngeo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do risco de asfixia, Frederico Regateiro sublinha que a mortalidade é atualmente rara, graças à disponibilidade de terapêuticas eficazes para tratamento de emergência hospitalar e autoadministração. Ainda assim, o impacto na qualidade de vida mantém-se significativo devido à imprevisibilidade das crises, que condicionam a vida social, escolar e profissional dos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico é confirmado através de análises sanguíneas para avaliação da proteína C1-INH e da fração C4 do complemento, podendo também ser necessário estudo genético.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, os avanços no diagnóstico e nas terapêuticas permitiram reduzir a frequência e gravidade das crises. “Os desafios atuais passam por reduzir o tempo até ao diagnóstico e garantir o acesso às novas terapias”, afirma Frederico Regateiro. Lisboa, Porto e Coimbra concentram os centros com maior experiência clínica no acompanhamento destes doentes.</p>
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		<title>SERaro defende resposta integrada para crianças com doenças raras</title>
		<link>https://mydoencasraras.pt/atualidade/seraro-defende-resposta-integrada-para-criancas-com-doencas-raras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 08:46:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A SERaro &#8211; Associação das Síndromes Excecionalmente Raras de Portugal alerta para as dificuldades persistentes na inclusão escolar de crianças e jovens com doenças raras, defendendo uma aplicação mais eficaz das medidas já previstas na lei e uma maior articulação entre os setores da saúde e da educação. No âmbito das comemorações do Dia Mundial [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A SERaro &#8211; Associação das Síndromes Excecionalmente Raras de Portugal alerta para as dificuldades persistentes na inclusão escolar de crianças e jovens com doenças raras, defendendo uma aplicação mais eficaz das medidas já previstas na lei e uma maior articulação entre os setores da saúde e da educação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No âmbito das comemorações do Dia Mundial das Doenças Raras, a associação realizou o webinar “Educação Inclusiva nas Doenças Raras: Da Lei à Vida Real” (disponível online), onde sublinhou que a inclusão escolar vai muito além da presença física na sala de aula. Participar, aprender, sentir pertença e ter perspetivas de futuro devem ser direitos garantidos a todas as crianças, independentemente da escola frequentada, da região do país ou da capacidade de reivindicação das famílias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a associação, apesar de existirem enquadramentos legais e planos de apoio, a realidade continua marcada por desigualdades no acesso a recursos, pela falta de estabilidade das equipas multidisciplinares e pela reduzida articulação entre profissionais de saúde e docentes. Este cenário acaba por transferir para as famílias responsabilidades adicionais, desde a coordenação de terapias à explicação das condições clínicas às escolas. “Para uma criança com necessidades complexas, a estabilidade não é um detalhe, é uma condição de desenvolvimento”, defende a SERaro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reflexão reuniu representantes de associações, profissionais ligados às doenças raras e elementos da indústria da saúde, entre os quais Raquel Marques (Associação Sanfilippo Portugal e RD Portugal), Flôr Ferreira (COGNIPHARMA), Cristiano Palma (grupo de trabalho da Doença de Sotos), Luís Fatela e André Correia (SERaro).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A associação procurou ainda sensibilizar os diferentes agentes do setor da saúde para a necessidade de assegurar que os avanços terapêuticos tenham impacto direto na integração social e educativa destas crianças e jovens. Para a SERaro, a inclusão só é efetiva quando garante acesso, participação, aprendizagem e dignidade, sem que o peso dessa missão recaia exclusivamente sobre as famílias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com esta iniciativa, a associação reforça o compromisso de transformar os testemunhos e desafios identificados em propostas concretas de intervenção, defendendo uma escola mais preparada para responder à diversidade e capaz de assegurar oportunidades reais de desenvolvimento e futuro para todas as crianças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda <a href="https://seraro.pt/inovacao-e-sociedade-o-futuro-das-doencas-raras/">aqui</a> ao webinar.</p>
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		<title>Parlamento Europeu publica plano de ação contra doenças raras</title>
		<link>https://mydoencasraras.pt/atualidade/parlamento-europeu-publica-plano-de-acao-contra-doencas-raras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 07:52:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre 6 000 e 8 000 doenças raras foram identificadas na União Europeia, sendo que 95% não dispõem de terapias aprovadas. Face a esta realidade, o Serviço de Estudos do Parlamento Europeu (EPRS) divulgou um plano de ação estratégico da União Europeia para as doenças raras, que afetam entre 27 e 36 milhões de pessoas [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mydoencasraras.pt/atualidade/parlamento-europeu-publica-plano-de-acao-contra-doencas-raras/">Parlamento Europeu publica plano de ação contra doenças raras</a> aparece primeiro em <a href="https://mydoencasraras.pt">My Doenças Raras</a>.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Entre 6 000 e 8 000 doenças raras foram identificadas na União Europeia, sendo que 95% não dispõem de terapias aprovadas. Face a esta realidade, o Serviço de Estudos do Parlamento Europeu (EPRS) divulgou um plano de ação estratégico da União Europeia para as doenças raras, que afetam entre 27 e 36 milhões de pessoas no bloco comunitário. O documento analisa de forma detalhada os principais desafios e as lacunas existentes, abrangendo desde o diagnóstico até ao acesso a terapias e à continuidade dos cuidados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo enumera vários constrangimentos que reforçam a necessidade de uma abordagem coordenada a nível europeu, destacando o diagnóstico prolongado e fragmentado, onde atrasos significativos conduzem à perda de oportunidades terapêuticas e ao agravamento dos prognósticos; o acesso desigual a tratamentos inovadores, uma vez que condições com populações reduzidas enfrentam elevados custos e barreiras na disponibilização de terapias inovadoras em todos os Estados-Membros; a deficiência de dados e de registos interoperáveis, dado que a inexistência de padrões comuns para dados clínicos e de saúde compromete a investigação e os cuidados transfronteiriços; e, por último, o suporte social e inclusão limitados, já que os encargos sociais e psicológicos que recaem sobre pacientes e cuidadores não são suficientemente mitigados por políticas integradas de apoio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este plano identifica áreas onde uma ação coordenada da União Europeia pode acrescentar valor real para os cidadãos e para os sistemas nacionais de saúde, nomeadamente através do reforço da cooperação na triagem neonatal e no diagnóstico precoce; da criação de mecanismos comuns para impulsionar a investigação e a inovação, incluindo o reforço de infraestruturas e a definição de incentivos dirigidos a terapias para doenças raras; do desenvolvimento de registos e da partilha de dados interoperáveis, integrados nas iniciativas europeias de dados de saúde transfronteiriços; e da implementação de estratégias de apoio social que promovam políticas de inclusão, formação adequada de cuidadores e a definição de quadros comuns para o cuidado continuado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento sublinha que, apesar de já existirem instrumentos europeus, ainda há desigualdades significativas entre os Estados-Membros e que um plano de ação específico poderia ajudar a reduzir a fragmentação, melhorar a eficácia dos cuidados e criar sinergias entre investigação, políticas de saúde e apoio social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais <a href="https://www.europarl.europa.eu/RegData/etudes/STUD/2026/774708/EPRS_STU%282026%29774708_EN.pdf">aqui</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mydoencasraras.pt/atualidade/parlamento-europeu-publica-plano-de-acao-contra-doencas-raras/">Parlamento Europeu publica plano de ação contra doenças raras</a> aparece primeiro em <a href="https://mydoencasraras.pt">My Doenças Raras</a>.</p>
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